O Anel

Se há uma coisa que tem muita simbologia na língua portuguesa é o Anel, neste texto, capitalizado. Capitalizado por dois motivos: um, respeito; dois, eu tô me acostumando a capitalizar os substantivos – mas esse vai ser o único, eu acho. Mas isso não é importante. Voltando. A simbologia mais intricada do Anel eu vou deixar pra cada um de vocês elaborar, mas eu gostaria de adentrar, se vocês me permitirem, em uma simbologia que me vem à mente, baseada primariamente no Senhor dos Anéis. Eu vou evitar elaborar muito, por que eu quero jogar, mas qual é, na opinião de vocês, a grande lição do Senhor dos Anéis? A meu ver, existe uma metáfora relativamente clara sobre a cegueira das pessoas diante de algo que elas consideram absurdamente valioso. Aquilo vira a sua vida, e sua vida anterior não existe mais; você acha que todos têm inveja de você, mas como não acharia? Aquilo é uma coisa única, não existe outro no mundo! E é seu. E é a melhor coisa que existe. Alguém está sempre com inveja ou tentando tomar de você. Por mais clássico que seja essa missconception, ela ainda é ridiculamente comum em nossos dias. É como tomar sol na praia antes das 15hs, ou cerveja: todo mundo sabe que faz mal, mas ninguém tá nem aí.

Eu tenho muito medo de falar “eu nunca faria isso”. Nesse caso em particular especialmente, posto que o indivíduo está sob efeito de uma cegueira, logo, ele não consegue mais ver a realidade. Eu imagino a mudança, sempre gradual, de um estado consciente pra o estado supracitado. Tive a oportunidade de analisar alguns casos, mas nunca prestei atenção no degradê. Tal estudo é uma arte, caros amigos, e aqueles que abandonam o self pra abraçar o whole são nossos heróis!

Em 7 dias estarei a 10 mil metros de altura a caminho do Sol e do Meu Apartamento. A viagem foi ótima – bom, ainda tenho mais uma viagenzinha nesse Sábado, vou conhecer Passau, na Bavaria – mas sempre chega a hora de voltar, certo? Na verdade, eu ando pensando muito que todo o dinheiro que eu não investi no Apartamento devido às economias desta viagem, vou poder usar de agora em diante. Sabe como é, somos seres humanos, e precisamos de um ambiente agradável pra viver, para nós mesmos, segundo para os amigos e terceiro para aqueles que, mais cedo ou mais tarde, revelar-se-ão não-tão-amigos-assim.

A pergunta que fica é exatamente a que fica para fins de namoro: você é capaz de abstrair todos os problemas atuais e pensar que o que importa é que, no passado, foi muito agradável? Ou você é daquelas pessoas que, diante da raiva atual, diz que vocês nunca foram amigos, que a mãe do invidíduo conhece intimamente todos os jogadores de futebol de algum time qualquer, sai por aí falando pra Deus e o Mundo (oops!) que seu ex-amigo faz xixi na cama, entre outras coisas de maturidade indubitável? Eu posso falar por mim: ex-namoradas ou ex-amigos, o que me importa são as lembranças – até as fotos, vá lá! =]

P.S.: Desculpem a mistura de assuntos, é que eu passei dois dias pra escrever esse texto. Tantas interrupções, tantas interrupções!

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2 Respostas to “O Anel”

  1. Natália Says:

    O assunto é um só, Thyago: o anel, o apartamento, a convivência agradável e as lembranças!

    O destino de todos nós, ou pelo menos da maioria!

  2. Morais Says:

    brother, de fato o texto ficou meio confuso no final, mas a idéia original, saindo um pouco do seu Anel capitalizado, é bem legal de discutir. Quando, em um relacionamento, vc assume a certeza de que aquela outra pessoa é a melhor pessoa do mundo pra vc e que ela é “sua” (sem a possessividade que o pronome implica, mas num sentido mais poético) existe sim o risco de comprometer a relação; seja por desconsiderar o mundo a sua volta para – o mundo precisa sempre participar da nossa vida, ele tempera a rotina e ameniza os problemas da nossa mente – seja por esquecer nosso passado numa esperança insustentável de que o futuro pode existir sem as nossas lembranças. O passado passou, eu sei. Mas ele foi o molde do que somos hoje e sem a referência ficamos a mercêr da nossa emoção. O que fatalmente leva para o lado negro da força.


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