Ano novo, tudo velho!

Tudo velho!
Dois meses sem postar, dois meses sem escrever quase nada fora emails sem importância. Muita coisa estranha aconteceu nesses dois meses, mas nada que diminua um ser humano, posto que isso é muito difícil de se fazer. Mas talvez coincida com o fato de que eu ando triste com o meu apartamento, e, embora o blog seja um pouco mais abrangente do que isto, vendo o título eu lembro da minha empolgação nos primeiros dias morando sozinho. Eu ainda adoro morar sozinho, mas meu apartamento está… perdendo a graça.

Eu bem sei o motivo. Existem muitas coisas no meu apartamento que eu quero mudar, mas não mudei ainda. Não sei por onde começar e não começo por lugar nenhum. Aquele apartamento meio inacabado com o visual acabei-de-chegar-de-mudança só me trouxe conforto quando eu tinha acabado de chegar de mudança. Hoje em dia eu quero coisas bonitas, arrumadas, e eu não consigo dar o primeiro passo. É tudo um desafio; meu apartamento está me desafiando. Por onde começar? Mudanças cosméticas na sala pra receber visitas mais confortavelmente? Mudanças no meu quarto, onde eu passo a maior parte do meu tempo em casa? Ou na cozinha, já que eu eu adoro (mas com aquela cozinha terrível, *adorava*) cozinhar?

Eu posso não saber por que cômodo começar, ou se começar de fato por cômodos, mas de uma coisa eu sei: a primeira barreira é a moldura do condicionador de ar (eu já falei que odeio o nome desse aparelho? Deveria ser “Esfriador de Ambientes” ou coisa assim. But, I digress…). Semanas planejando comprar ou mandar fazer uma, e até agora, o espaço extra entre o condicionador de ar e o respectivo buraco-de-concidionador-de-ar onde ele se encontra está preenchido com um travesseiro velho. Chique, né? Tenho eu plena convicção de que, após a moldura do condicionador de… após a moldura do Esfriador de Ambientes, tudo vai andar!

Fora isso, eu estou resistindo bravamente aos serviços de um arquiteto. Primeiro por que eu tô liso. Segundo por que eu gostaria que as idéias do meu apartamento fossem minhas. Tá, esse segundo motivo eu inventei agora, eu tô liso mesmo. No mais, eu não tenho conseguido jogar, por que eu ando saindo todas as noites. Ando fazendo um trabalho bom em me livrar de tudo o que me irrita; exceto, até o momento, com a minha cama e o meu guarda-roupa, que continuam me irritando e eu ainda não me livrei deles.

Bom pessoal, vou voltar a manter uma consistência nas postagens. Não textual, claro. Todo mundo aqui sabe que meus posts são totalmente sem sentido. Mas digo, manter uma constância nas postagens. Eu gosto de pensar que falar besteira em blog é um trabalho social importante pra manter todos vivos em trabalhos possivelmente entediantes.

Ferro de passar. Eu esqueci de mencionar o ferro de passar? Eu vou comprar um ferro e uma tábua de passar roupa!

Mas não vou comprar máquina de lavar. Eu não.

Das Leben Der Anderen (A Vida dos Outros)

Alemanha. Europa.

Certo, faz um tempo que eu não atualizo. Verdade. Eu estou neste momento na casa de Daniela Lutz, uma pessoa muito bacana que no momento namora o camarada Thomas. É, eu não sei o sobrenome dele, mas a casa dele é bem legal! Enfim… eu tenho milhões de coisas pra falar, literalmente. Passei o dia pensando sobre quais delas iria escrever, mas eu não cheguei a nenhuma conclusão, então vou só fazer o que eu sempre faço: go with the flow. O que vier, veio; o que não vier, fica pra próxima.

Em primeiro lugar, eu descobri que eu tenho medo de um conjunto de coisas que, em conjunto, eu definiria como “medo do desconhecido”. Certamente isso é normal pra quase todo mundo, em maior ou menor escala. Pra mim, é em maior escala. Eu que sempre me achei um cara “relax”, percebi que não é ocasional o meu desespero quando eu perco o controle das coisas. Não ter certeza do futuro mais próximo me é apavorante. Será que o hostel vai prestar? Será que esse ônibus vai dar no lugar certo (o diabo é quem fala húngaro!)? Onde diabos eu estou? Como eu chego em ca-errr, no hostel? VÃO ME DEIXAR ENTRAR NO PAÍS?

Eu consigo sentir alguns desses medos sendo derrubados. Pode parecer ridículo, mas 3 anos atrás eu não teria coragem de pegar um trem sozinho na Alemanha em direção a qualquer lugar. Eu vou pegar o trem errado. Eu não vou achar o lugar de pegar o trem. E depois, como eu vou voltar pra casa carregando uma mala e uma mochila? Muitas perguntas que, sim, tem fundamento, mas não, não devem segurar um indivíduo enraizado num lugar. Durante um breve tour de 2 semanas e meia pela Europa eu comecei a perder a noção de “casa”. Mas, se bem me lembro, isso só começou a acontecer no ante-penúltimo dia de viagem. Talvez seja só um mau-costume. Um mau-costume de achar que eu tenho andado sem rumo e sempre consegui voltar pra casa; logo, eu sempre conseguirei voltar pra casa.

“Casa”. Usei sem perceber na última linha do parágrafo anterior, e isso descreve perfeitamente o que o parágrafo anterior quis dizer. O que é “casa”? Eu acho que, hoje, eu diria que casa é onde você é bem-vindo; seja pagando ou não. E isso ilustra também o que me ampara hoje em dia: dinheiro. Não importa se eu vou me perder em Berlin; eu tenho dinheiro pra pegar um Táxi de volta pra onde eu quiser. Não me importa se eu nem tiver o endereço ainda; eu posso pagar algumas noites num Hotel e um trem de volta pra alguma outra “casa”.

Mas eu diria que essa não é a vida pra mim, embora seja relativamente tentadora. Eu não consigo. Eu simplesmente não consigo ver uma cidade, gostar dela, e perceber que eu vou embora em 24 horas. Eu preciso saber a história, o que fazem, como se divertem, o que comem, como amam. Esse sou eu! Mil pessoas andam por aí, enchendo a boca pra falar sobre oportunidades únicas e rir dos seus maneirismos, como se os delas fossem comprovadamente melhores, simplesmente por serem mais amplamente aceitos. Eu quis aprender eslovaco; aprendi algumas palavras inclusive! Húngaro não, Budapeste me assusta. Se quero ir a Praga? Claro que quero! Mas eu nem conheço a Alemanha ainda!

Quinta vou a Berlin. Pretendo ir a Hamburgo, a Bremen. Gostaria de ver Köln e Heidelberg antes de voltar pra uma das minhas tantas casas em Natal. Vou também a Passau, cidade pequenininha, visitar uma amiga que só conheço pela internet. Infelizmente, acho que não irei à Polônia. Mas deve ser melhor assim.

Vou finalizar com um parágrafo meio nada-a-ver com o resto do texto, tá? É uma cosia que eu escrevi no Facebook hoje, que reflete a minha situação atual por aqui. Eu acho que a pessoa só consegue ser feliz com outra quando ela sabe ser feliz com ela mesma. Essa baboseira de “eu quero alguém que me complete” é coisa de gente que não consegue ser feliz com eles mesmos e ficam procurando alguém feliz pra resolver os problemas deles.

Auf Wiedersehen! =]

EU VOU MORAR SOZINHO!

Olá a todos!

Pois bem, decidi morar sozinho. É uma daquelas coisas que não fazem o menor sentido para algumas pessoas, faz total sentido pra outras, e outras não gostam muito de falar e você acaba sem saber o que elas pensam… mas, enfim.

Está sendo bem difícil eu saber o quanto eu gasto num mês. Permitam-me usar o mês como referência de planejamento, eu sou assalariado, POSSO? O que eu como? Eu sei que eu como pouco, mas eu compro muita porcaria. E quantas das coisas que eu compro eu preciso comprar de novo por que meu irmão as comeu antes de mim? E a energia, água, luz… roupas! Meu Deus, ROUPAS!

Pois hoje eu fui ver os preços de algumas coisas básicas. Pelo menos eu acho que elas são. Por que eu não vou sair de casa se eu não tiver uma Geladeira, Fogão e/ou Microondas, Internet (é claro, né?), alguns pratos, talheres, panelas, tupperwares (impressionante como você precisa dessas coisinhas!)… A partir daí começa a ficar difícil. Mesa? Eu tenho minha cama! Televisão? E pra que serve o Youtube? Um Ar Condicionado? Cara, eu preciso de um! UM SOM GRANDE na sala, velho, por que acordar sem poder ouvir bem alto o The Bedlam in Goliath, do The Mars Volta, eh horrível! (E não venha encher meu saco com aquela conversa de  “som forte” não, eu já passei no Vestibular, já posso falar o que eu quiser!)

Aliás, se você ainda não ouviu Ilyena, do mesmo The Mars Volta, ouça. Eu espero!

Bom, continuando…

Eu preciso decidir se eu vou comprar um Fogão e/ou um Microondas. Tô altamente inclinado a abandonar o fogão por enquanto. Um Home Theater é caro – uns quatro mil reais. Tá difícil. Mas nem posso reclamar muito, por que o apartamento eu já descolei.

Pois muito bem, eu vou dar uma olhada aqui nesse caderninho de ofertas do Extra… tem umas coisas que talvez eu precise 😛 É bom ressaltar que eu estou aceitando dicas dos Elders que por acaso passarem por aqui!

Depois eu converso um pouquinho mais com vocês, fui!