Pressões e Impressões

Imprimir a sua personalidade no seu apartamento é um objetivo da maioria das pessoas que adquirem um imóvel. Algumas pessoas têm mais facilidade em transformar seus gostos e preferências em móveis e quadros e mesinhas e cores. Outras nem tanto. Seus gostos, no entanto, algumas vezes são contraditórios, ou, sem querer parecer muito fútil, não caem no agrado de qualquer um de seus amigos. Digo fútil, por que já me disseram que eu não deveria me importar com o que “as pessoas” pensam, sobre o que eu façou ou falo ou visto. Claro que essa é uma daquelas frases construídas que são repetidas aos quatro ventos sem que ninguém raciocine sobre o que está falando; e, por vezes, as pessoas que mais seguem este bordão são aquelas pessoas insuportáveis que falam gritando ou abrem um pagodão no som na mala do carro na mesa do lado da sua. Mas enfim, sem querer antecipar muitos julgamentos – até por que eles são a questão agora neste post, e eu odiaria adiantar minha opinião antes de adiantar o cerne da coisa -, eu estou me perguntando até que ponto a opinião dos meus futuros visitantes deve influenciar a minha decisão de decoração do meu apartamento.

Existem algumas pessoas que querem tão somente impressionar os visitantes. E não pensem que estas pessoas são infelizes em suas casas decoradas apenas para que os outros gostem, independente de seus gostos: elas se sentem bem sabendo que os outros se sentem bem e elogiam. É um estilo meio dependente de ser mas, ei, é um estilo. Eu pessoalmente prefiro comprar coisas que me agradem indiferente de terceiros. Tenho sido assim há vários anos, desde roupas até música, e, agora, no meu apartamento. E é a melhor maneira de ser, segundo a cartilha social de como um indivíduo deve ser, não é? “Seja você mesmo, independente dos outros” ou coisa assim. Todos pregam isso, mas será que alguém realmente é assim? É uma tremenda falta de senso prático.

Deveria fazer parte do caráter de um indivíduo a aceitação – ao máximo possível – dos valores dos outros, desde que esses outros não os tente impor sobre ele. Claro que todo mundo aceita o máximo possível que consegue – seja isso pouco ou muito, comparando as pessoas umas às outras. Vou dizer somente que quem aceita pouco os gostos dos outros, deveria esforçar-se mais. Na prática o que acontece é que pessoas de gosto semelhante se juntam para fazer graça dos gostos da minoria.

Todo essa drama é pra perguntar: você está pronto pra agüentar a opinião dos outros? Você está pronto pra pagar milhares de reais e ouvir seus amigos falando que a cor do sofá não combina com a do raque? Minha caríssima amiga e arquiteta Danielle Vilar anda me dando uma ajuda tremenda na minha sala, que já é grande parte da resolução dos meus problemas de aparência! Mas vocês devem saber bem que fazer sentido é o de menos quando se fala em opiniões: aparece gente pra dizer que branco não combina com preto e que laranja é cor de quem escuta Panic! At The Disco (bu-bu-bu-busted!).

Minha sincera recomendação? Dosagem. Por que, sinceramente, não vale muito a pena fazer uma área pra receber as pessoas se as pessoas não gostarem dela. Eu acho que sim, a menos que seu maior prazer seja tomar vinho, fumar maconha e colocar Radiohead pra rolar enquanto você mesmo rola pelo seu tapete novíssimo e felpudíssimo sozinho. Como este não deve ser o caso da maioria das pessoas, sugiro buscar balancear seus gostos com os gostos dos seus futuros visitantes. E, independente do seu gosto ou do deles, um PS3, uma TV LCD e um Home Theater.

Caso não tenham notado, este post está tão indeciso quanto eu. É o que acontece quando você resolve escrever no “durante”, por que escrever no “depois” é coisa de quem não se garante! Além do mais, vai ficar muito mais engraçado quando eu voltar pra ler isso ano que vem!

Bom, fiquem aí com os cariocas do The Twelves!

Efeito ‘Ondestou?’

Ontem eu me deparei com mais um indivíduo que me olhou numa mesa de bar e falou “Ah, se eu tivesse meu próprio apartamento e um Honda Civic na garagem…”. E eu dei a mesma resposta de sempre: Não mudaria muita coisa. Claro, sempre é numa mesa de bar. E claro, sempre é no meio de um assunto envolvendo a tag #mulheres. E sempre, sempre – sempre eu poderia estar muito errado!

Eu nunca teria coragem de dizer que é ruim. E alguém teria? Claro, eu conheço muita gente que pensa “Não troco meu carro com embreagem e a comida da mamãe por nada!”. #fail x 2. Mas eu fico quietinho. Só o que eu quero dizer é que a gente pensa que viver “igual a fulano seria ótimo!”. Mas o que a gente nunca considera são as variações em todos os seus pensamentos. Se você fosse igual você é hoje e simplesmente aparecesse um apartamento próprio e um carro novo na garagem, tudo bem. Mas isso nunca acontece. Sua vida, suas idéias, suas impressões e conceitos sofrem uma série de mudanças pra se chegar de um ponto X até um ponto Y.

E isso leva diretamente ao ditado popular “Deus não dá asa a cobra”. Muita gente já disse isso pra mim. Mas será? Talvez, mas a minha teoria é mais profunda. Você vive de uma maneira, e, pra você, está é a maneira normal – pelo menos quando você se acostumar. E, partindo daí, todas as diferenças que você considere boas, serão os “ah, se eu tivesse isso”. E, também de maneira contrária, muitas coisas boas que temos, por considerarmos “a maneira normal de ser”, portanto nada demais, não damos o devido valor.

É a maneira como somos, defendo eu. Fizemos uma besteira no trânsito hoje. Dirigimos com absurda atenção pelas próximas duas semanas. Depois, nos acostumamos e perdemos a atenção; e voltamos a dirigir como dirigiamos quando fizemos aquela besteira.

E olhe que eu nem iria escrever sobre isso. Mas saiu, e agora já foi! Pensei sobre tudo isso hoje de manhã, enquanto escovava os dentes e vi meu banheiro limpinho, coisa mais linda.

Sim, eu demorei um bocado escovando os dentes! E minha noite de sono foi estranha… acho que todo esse post é resultado de um trabalho de Inebriation ¬¬

A Semana

Olá de novo, pessoal!

A Geladeira! Tchan-raaaaam!

Gostaram da minha geladeira! Este é o meu novo post, Breakfast Edition! (Detalhe pro “Sim-eu-sou-Pernambucano!”, hahahaha!).

Quase uma semana se passou desde que eu cheguei no apartamento. Hoje pra mim foi um “milestone”, um “marco”! Meu fogão tá instalado e queimando tudo! Como eu falei pra alguns amigos no MSN, vai ser ótimo se eu chegar no apartamento e eu ainda tiver um apartamento; eu não confio em gás! Ainda mais esse tal de gás canalizado… mas enfim!

Sei que eu fiz o meu primeiro café-da-manhã! Assim… eu montei o meu primeiro café-da-manhã 😛 Mas tá valendo! Eu e o meu Gargantuan Black Dragon estávamos lá, e seguindo o protocolo “Pics or Didn’t Happen”, cá está a Pic:

Meu primeiro Café-da-Manhã no Apartamento novo!

O que mudou fisicamente, em suma, é que agora eu tenho algumas coisas a mais – poucas coisas. Uma mesinha pequena e redeonda de mármore, a geladeira e o fogão já funcionam, o ar-condicionado, umas acessórios de banheiro… eu tô provisoriamente com uns ítens lá da casa da mamãe, enquanto eu não compro os meus: uns talheres e pratos.  Ah, e eu tenho alguns copos e taças!

O mais interessante é analisar o que muda na cabeça do indivíduo que mora sozinho. Eu já pincelei o “ok, se eu não fizer isso, ninguém fará” (e, antes de mais nada, contratar alguém pra fazer requer seu esforço). Mas começa a surgir um senso de auto-suficiência que, dependendo do indivíduo, pode ser muito bom ou muito ruim; no meu caso, eu antevejo que vai ser bom! E outra: meu tempo em casa diminuiu bastante desde que eu fui morar lá.  Segunda me chamaram pra jantar fora, Terça fui pro Biroska (parabéns de novo, Morais!), Quarta passei a noite quase todo lá com o @iuripereira, hoje devo ir prum barzinho com o pessoal, amanhã tem festa, sábado tem churraco…! Aye! /highfive \o/

O que mais? Eu – comprei – a trilogia – de – Matrix! Vai ser lindo, tô guardando pra um dia especial! E agora que os primeiros problemas foram resolvidos, é hora de passar para o Rack, TV nova e Sofá… ainda bem que fim-de-ano sempre tem aquela injeçãozinha de grana!

Té mais!