“The Carpal Tunnel of Love”

Todo mundo tem aqueles momentos de pensar “Is this real life?”. “Is this going to be forever?”.

Claro, nessas horas, ajuda muito se você tiver absurdamente chapado.

Mas se eu puder dar um conselho pra vocês, nunca tentem racionalizar sobre o amor. Não é apenas inútil – é danoso. Não há absolutamente nada de racional nele. Estou tentando caracterizá-lo como uma doença junto a um corpo médico, mas os esforços não andam muito bem; médicas não são imunes à doença. OH SNAP!

(A frase anterior tem um significado obscuro muito engraçado. Podem rir, eu garanto que foi digno de um High Five!)

Eu acho até engraçado quem se desespera com esse tipo de coisa. Você está solteiro e se preocupa exageradamente por não ter uma namorada; ou você está namorando e sente saudades das farras de solteiro. Da Lama ao Caos, do Caos à Lama, ou algo assim. Eu acho engraçado justamente por que ninguém acredita em mim quando eu digo que não estou preocupado com isso. É parte do amor fazer você acreditar que todos os outros coitados que “não têm quem amar” estão sofrendo em silêncio.

O momento chega, pessoas. O momento vai chegar. E sabe o que você terá feito quando o momento chegar? Vai ter somente esperado por ele. E aí, com o passar de alguns aninhos, surgem aquelas frases “Casar? Mas e minha liberdade, tantas coisas que eu queria fazer e ainda não fiz!”. E é aí que você percebe que ou vai ser um casado frustrado, ou vai acabar perdendo talvez uma ótima mulher devido às coisas que você acha que deveria ter feito, e não fez ainda. Eu já consigo imaginar a minha futura esposa querendo tirar os meus livros da sala, mudar o formato computadorcêntrico do meu quarto, ocupar as duas prateleiras da minha geladeira que eu guardo exclusivamente pra cervejas e guardar a minha camisa assinada por todos meus amigos e amigas em 2001 da minha parede! Eu não quero nem COMENTAR o bonequinho de papel do Darth Vader que o João Paulo me deu antes de ir pra Minas………

Morar sozinho é um constante exercício de auto-conhecimento. Tanto pelas coisas que você se descobre permanentemente indisposto a fazer, como pelas coisas que você pensa enquanto está só com sua sombra. E eu tenho certeza que muitos dos meus 2 ou 3 leitores imagina que morar sozinho deva ser uma overdose de solidão. E eu respondo: você PRECISA conhecer isso sobre você mesmo. Você não se conhece até saber se você é feliz sozinho; ou, pelo menos, ter a noção prática e clara do que você precisa em uma “parceira de casa”. Eu por acaso sou o único que pensa que o casamento não é um “próximo-passo” do amor, mas sim uma espécie de contrato social? Está provado que 83% das mulheres preferem uma viagem a Paris do que um casamento.

Pois bem, mudando um pouco o foco – mas não o assunto -, eu conheço muita gente que tem medo de morar sozinha. Medo, de qualquer coisa, de ladrões às responsabilidades, passando por desentupir a pia e instalar a máquina de lavar. Apartamentos são relativamente mais seguros do que as casas, posso afirmar (e é levemente lógico, né?). Mas se você for morar numa casa, cuidado pra não ser em Lincoln Park*… 😉

* Explicação no vídeo aqui, calma, não se desespere.

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