Revival!

Se existe uma coisa que nós, reles mortais, podemos ter certeza, é de que as coisas não vão acontecer conforme planejadas. Mas aquela mesma insistência que nos torna humanos – aquela que te diz “vou tentar mais uma vez” ao invés de acabar logo com o namoro – nos faz acreditar que “da próxima vez, tudo vai dar certo”. É a tal da esperança, certo? Mas, amigos, se vocês pararem pra pensar, como já disse o Mestre Falcão: “A esperança é a única que morre”. No final, eu estou vivo, vocês estão vivos, e a esperança morreu.

Mas, esperanças à parte (que não tinha muito a ver com o meu texto original, saiu sem querer!), as coisas não sairem conforme o planejado não significa que as coisas sairão ruins. “Improviso” define o que eu quero dizer agora. No final, pode ser melhor do que o planejado. Ou pior. Ou igual. Ou, quem sabe, apenas diferente.

E “diferente” é como eu resumiria minhas experiências em morar sozinho. Eu me imaginava gastando todo o meu dinheiro num PlayStation 3, um Home Theater, uma Televisão LCD de 42″, várias almofadas e puffs, e, nesta sala, nos divertiriamos horrores, meus amigos e eu. Bom, isso não aconteceu – e, provavelmente, não vai por algum tempo! Hoje eu acredito que nós não podemos fazer certos planos por um motivo muito simples: nós, depois de uma experiência tão enriquecedora, pensaremos diferente do que pensamos hoje.

Só pra dar um exemplo, eu nem tenho uma televisão. Ok, eu tenho uma, mas ela está praticamente desligada há quase um ano. Eu simplesmente não vejo a necessidade. E eu não me imaginava sem assistir History Channel, sem ver aquele noticiário em Alemão da Deutsche Welle com aquela apresentadora gatíssima, sem assistir as reprises de séries antigas e etc! Hoje eu não me imagino fazendo isso.

No filme “Inception” (traduzido como “A Origem”, pelos nossos exóticos tradutores), Eames explica pra Cobb que, para se inserir uma idéia na mente de um indivíduo de maneira que ele sinta que “ele teve a idéia”, o esboço inicial da idéia deve ser extremamente simples, e, a partir daí, o próprio indivíduo deve desenhar a idéia para chegar nas idéias complexas. Claro que, no filme, os personagens deram uma ajudinha. Mas o que eu quero passar é que definir planos detalhados para experiências é uma ótima maneira de se começar mal, a meu ver. Defina a idéia base, os meios que poderão ser utilizados, e alguns objetivos. Depois disso, você não se responsabiliza por você mesmo!

Como já diria o [pequeno] Bilbo, “quando você põem seus pés na estrada, é muito dificil de controlá-los, e você nunca sabe pra onde eles o levarão”.

P.S.: que fique bem claro que este texto explica, parcialmente, o porquê de eu ter passado tanto tempo sem atualizar o blog. Minhas prioridades simplesmente… mudaram. Mas estão mudando de novo =;]

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